quarta-feira, 6 de outubro de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
Almas...
«ele pergunta: "porque estás inquieta? tens algo para me dizer? seria mais fácil se não cobrisses a boca com as mãos"
no centro da cama o corpo transforma-se num bicho-de-conta.
nenhuma distância lhe esconde os sinais de uma nudez reflectida.»
(Ana de Sousa - Fragmentos)
Foto: Cláudia Silva; Texto: Colocado por Denise Silva
Foto: Cláudia Silva; Texto: Colocado por Denise Silva
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Passado...
Faz parte do passado tudo aquilo que vivemos. Tudo aquilo que ficou perdido no tempo e que tantas vezes nos fez sorrir.
Ainda não foste, ainda tens as malas por fazer e os sentimentos por arrumar, mas já me sinto a ficar presa no tempo, sinto-me a perder o norte, sinto-me a desfazer-me em lágrimas.
Ainda aqui estás, mas é como se já tivesses ido, já tudo faz parte do passado.
(Denise Silva)
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Vidas...
Tenho saudades de ser jovem, de correr pelos campos e mergulhar na lagoa lá da vila. Saudades de quando casei, de ser o centro das atenções, de ser fotografada, do vestido branco e da flor de laranjeira que simbolizava a minha pureza.
Tenho saudades das dores de parto, das noites mal dormidas e dos sorrisos ao ver o nosso filho dar os primeiros passos.
Tenho saudades de uma juventude que não foi perdida. Saudades de sentir a força e a coragem para enfrentar todos os dias com a esperança no peito.
Tenho saudades de todos aqueles que não pude conhecer, de todos aqueles que já partiram e de todos aqueles que ainda vou ver partir.
Tenho saudades de uma vida que não foi minha, de um sorriso que não me foi atribuído, de um amor que não o meu.
São as vidas que se carregam no peito, carrego a minha e a de todos os outros que vejo comigo nas fotografias, de muitos não me recordo dos nomes, mas recordo-me das vidas...
Tenho saudades das dores de parto, das noites mal dormidas e dos sorrisos ao ver o nosso filho dar os primeiros passos.
Tenho saudades de uma juventude que não foi perdida. Saudades de sentir a força e a coragem para enfrentar todos os dias com a esperança no peito.
Tenho saudades de todos aqueles que não pude conhecer, de todos aqueles que já partiram e de todos aqueles que ainda vou ver partir.
Tenho saudades de uma vida que não foi minha, de um sorriso que não me foi atribuído, de um amor que não o meu.
São as vidas que se carregam no peito, carrego a minha e a de todos os outros que vejo comigo nas fotografias, de muitos não me recordo dos nomes, mas recordo-me das vidas...
(Denise Silva)
Força Natural!
Talvez não sejas a pessoa que imaginei e talvez tudo isto não passe de um mero capricho, de uma birra minha. Provavelmente pus-te na cabeça e teimo em não te tirar de cá, e eu queria tanto…
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